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Ilha da Trindade

 

 

Comentários»

1. Nane - março 20, 2007

Uau, que ilha é essa???
Lindo!!!

2. MoIcANO - abril 17, 2007
3. fernando carlos - setembro 29, 2007

sou militar da marinha e tive o previlégio de servir a minha pátria nessa ilha de agosto a dezembro de 2006 e ja estou na fila pra voltar. Fiz parte da turma que instalou a internet e o telefone gesac.

4. Valtemir Matos pamponet - janeiro 3, 2008

Gostaria muito de conhecer esta ilha. Sei que não sou biologo, nem qualquer outra profissão relacionada entre as possiveis para poder visitar. Sou um brasileiro apaixonado pela natureza, escalador de rocha, ecologista na veia e que anceio em conhecer e se poder de alguma forma ajudar a preservar lugares como este faria com muito amor.

Como posso fazer para conseguir uma altorização para conhecer este lugar?

5. Ronaldo Borges - janeiro 24, 2008

Parabéns Fernando, é de Soldado como vc que o País precisa, que tenha prazer na missão, mesmo que essa represente solidão, saudade e medo !!!, Trindade um Paraíso perdido no meio do mar, cuja o qual em um passado distante muitos se aventuram e morreram, hoje poucos se aventurarão pois existem regras e procedimentos técnicos a serem seguidos. Boa Sorte na Missão !!!

6. silvan guedes - julho 27, 2008

parabéns! eu servi em trindade out 89 a fev de 90 e vi o washing encalhar tenho algumas fotos quando aprender a escaniar mandarei para vc. hoje ja estou em casa + não deixei de ser EP sempre que posso vejo os amigos na CMN. 1 forte abraço.

7. israel de oliveira - agosto 12, 2008

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

8. Izabel - setembro 21, 2008

Linda linda,mto linda esta ilha amei…

9. jules rimet de sales - novembro 30, 2008

beleza de ilha vulcânica

10. geronimo - dezembro 11, 2008

qual a possibilidade da ilha de trindade virar um local turístico? gostaria de conhece-la algun dia. abraços

11. Mário de Araújo Monteiro - dezembro 16, 2008

Paricipei da Cabritada Abril/Agosto de 1978. Muita coisa aconteceu, da mais simples como pescar na Calheta, a escalar o pico do Desejado. No meu período apareceu uma esquadrilha da FAB trazendo jornal do dia como também a visita forçado de um Iate inglês vitima de calmaria no meio de sua travessia. A caça ao bode estava suspensa face o número escasso dos caprinos na ilha. Pescamos um tubarão na praia da calheta que tinha encalhado na areia. Foram quatro meses de recolhimento, mas de instantes de alegria duradouros. Na ilha não tivemos nada a lamentar até quando embarcamos no NHI Canópus na despedida rumo ao Rio de janeiro; um marujo da guarnição do Hidrográfico caiu nágua e foi tragado para sempre nas águas profundas da Trindade.

12. josé reynaldo - janeiro 4, 2009

Parabenizo os militares que ali estão, longe das suas familias,fazendo a segurança deste lugar maravilhoso.

13. josé reynaldo - janeiro 4, 2009

Sargento Duarte,parabens,todos nós estamos orgulhosos de saber que vc é uns dos militares que hoje está desenvolvendo um trabalho que poucos terão oportunidade nesta ilha.Sua família esta com muita saudades mas ao mesmo tempo muito orgulhosa.

14. ROGERIO - janeiro 5, 2009

A ILHA É MAGIA, SO QUEM TEVE NELA SABE O QUE FALO É UM PARAISSO NATURAL AONDE O HOMEM NÃO PODE DESTRUIR.
E PASSEI 4 MESES PERFEITO NELA.

15. Paulo Sergio Fugazza - fevereiro 18, 2009

Sou facinado por fotos deste paraiso no meio do Atlântico. Eu fui integrante da ‘Cabritada’ junho/setembro de 1984 ou 1985 (falha-me a memória agora). É um local maravilhoso. Perdemos um companheiro que fora levado por uma onda. Esta é a única lembrança triste deste local.

16. Manuel - fevereiro 27, 2009

Parabens! As fotografias sao magnificas.

17. Jeú de Brito - abril 11, 2009

Passei pela ilha na “KABRITATA FOME ZERO”. Período de abril a agosto de 2003 com o comandante Simino, me encontro na reserva mas confeço que foi muito gratificante ter passado 4 meses nesta ilha maravilhosa. à todos que passaram e passarão por lá desejo que Deus vos abençoe.

18. José de Macedo Barbosa - maio 1, 2009

Parabéns a todos que neste paraíso da humanidade já esteve em trindade eu que por duas vezes ai estive em 2005 e 2007 a trabalho foi de muita importância para minha pessoa.Que ela esteja sempre protegida e cuidada por estes que com dedicação no meio do oceano cuidam desta maravilha brasileira com a saudades de seus antes querido que deixamos no continente mais com a certeza de que o sacrifício de ficar distante é recompensado com os dias na ilha e a volta pra casa .

19. carlos junior - junho 18, 2009

nao sou soldado ainda porque tenhoo 17 ano naos uma dia quando eu for eu vou la

20. Marcio Renato - junho 30, 2009

Meu pai tambem serviu na trindade, não lembro bem o ano, e tem fotografias extraordinarias sobre esse paraiso

21. pedro de freitas - agosto 25, 2009

pedro de freitas , eu passei dois meses na ilha da trindade em dez 2007/a ferveriro de 2008, estou retornando agora em outubro de 2009 , e volto em fevereiro de 2010, esta ilha e muito limda ,

22. claudio santos - setembro 24, 2009

ilha da trindade é dos lugares mais lindos do mundo !!!!!!!!!!!!

23. Zeca Ribeiro - outubro 11, 2009

Essa ilha não fica onde você está pensando que fica… É o ponto mais ao leste do Brasil.

24. JORGE SILVA ALVARENGA - novembro 1, 2009

A Ilha de trindade é um maravilhoso paraíso ecologico (tartarugas) que nos pertence, nós do Espirito Santo nos orgulhamos de termos este local. Só penso que devemos sim, ser cuidadosos, muitos sãos os que gostam de destruir, se deixarmos a natureza cuidar dela mesma nada de mal acontecera.

25. Alex Amaro Sampaio - janeiro 8, 2010

Tive a satisfação e a honra de conhecer a ilha de Trindade, como Oficial do navio faroleiro Almirante Graça Aranha, em out/1984. Era comum aos navios que faziam o abastecimento do POIT(Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade) transpotarem civis; estavam conosco, dentre outros, a equipe da Rede Globo de Televisão, à fim de preparar um documentário que comporia o “Globo Reporter”.
Hoje sou funcionário da PETROBRAS, estatal que atua de maneira sustentável em todas as suas operações, capitaneando por exemplo, o projeto TAMAR. Algumas tartaruagas que hoje chegam à Ilha da Trindade, possivelmente tenham sido marcadas por Técnicos daquele projeto.
Permaneça a Ilha da Trindade como um dos marcos e frontispício brasileiro, para que o mundo perceba o respeito e atenção dispensados ao Meio Ambiente por nosso país.

26. Willis de Faria - novembro 23, 2010

Um paraíso tropical ligado ao Município de Vitória

SINOPSE
Estive lá com a primeira equipe capixaba de pesquisadores, em 02 de fevereiro 1985.Saindo de Vitória, são 620 milhas para chegar até a Ilha de Trindade, mas como não há como encontrar embarcação da Marinha que faça esse trajeto, o jeito é apanhar o navio no Rio de Janeiro e enfrentar 765 milhas (1.540 quilômetros aproximadamente) de mar aberto, durante, no mínimo, três dias. Foi no Almirante Guillobel, um rebocador de alto mar, que a equipe de pesquisadores capixabas, formada pelo biólogo Vitório Felsky, pelos geógrafos Willis de Faria e Mário Moura e pelo cinegrafista Rogério Dinelli, viajaram no dia 1o de fevereiro de 1985, rumo a Ilha da Trindade.
Com o mar bastante calmo, por sorte, e a providência caseira de colocar esparadrapos no umbigo, felizmente ninguém ficou mareado. As dificuldades só começaram a aparecer na hora do desembarque na ilha, que não oferece condições de segurança para um atracamento mais próximo. Lembrando os perigos da operação, os destroços do navio Beberibe, encalhados sobre algumas rochas, assustam o marinheiro de “primeira viagem”. A hora mais propícia para fundear o navio é ao amanhecer, quando começa o transporte dos passageiros e da carga, através de uma balsa puxada por cabos paralelos, até a praia. A “cabrita”, como ela é chamada, nunca leva o mesmo tipo de carga em cada viagem, para, em caso de acidente, a perda não ser total.
Mas as dificuldades do desembarque logo ficam apagadas da mente dos que chegam pela primeira vez e se deparam com a paisagem exótica demais para os desabituados olhos brasileiros, às belas formações vulcânicas que dominam um relevo, muito recortado pela erosão dos fortes ventos. Nessas formações vulcânicas há solos férteis, conforme constatou o geógrafo Willis. Mas a região é inadequada à plantação e qualquer tentativa é inútil, devido à velocidade do vento que corta a ilha.
Há três fontes naturais, com água potável, mas mesmo assim há sinais claros de que aquele aparente paraíso é dos mais inóspitos para a fixação do homem.
A Ilha da Trindade é uma ilha oceânica brasileira, que foi só erguida há aproximadamente três milhões de anos da zona abissal do atlântico por vulcanismo básico e misto. As profundidades oceânicas ao redor da ilha atingem 5800 m, e a parte emersa da ilha atinge 620 m, cobrindo 9.28 km². Junto com o Arquipélago de Martin Vaz, constitui Território Federal, administrado pela Marinha do Brasil. É o cume de uma elevada montanha submarina, de origens vulcânicas recente, cuja profundidade oceânica atinge seis mil metros. Solo cheio de elevações irregularidades são os picos, falésias que caem abruptamente no mar, escarpas e rochas de cores diferenciadas, que fazem de sua exploração uma operação difícil e perigosa para o desacostumado visitante.
Para os operadores de rádio-amador, Trindade é considerada um “país”, porque dessa ilha é possível captar ondas de rádio de todo o mundo, devido às ondas eletromagnéticas na estratosfera, o que torna o local um verdadeiro paraíso para os pesquisadores dessa área da comunicação. Exceto pelas viagens bimestrais do navio da Marinha, que renova metade do contingente militar, transporta alimentos e remédios necessários à sobrevivência dos 40 homens que permanecem na ilha, apenas o rádio mantém os moradores em contato com o resto do mundo. O rádio é para eles um instrumento de trabalho, através do qual dão diariamente os informes meteorológicos, ou pedem socorro quando há doentes graves. Mas, também até pouco tempo, sem televisão ou jornais, o rádio era a única fonte de informações do que se passava fora daqueles oito quilômetros quadrados, perdido no oceano. Quer com notícias ou músicas, o rádio foi o inseparável companheiro dos marinheiros, fazendo o possível se tornarem suportável o enfrentamento do isolamento.

TERRA NOSSA
Talvez poucos capixabas saibam que a ilha de Trindade pertence desde 1953 ao município de Vitória. E o que se sabe sobre ela antes dessa data é muito pouco. Descoberta em 18 de maio de 1502, durante a segunda expedição à Índia, chefiada por um português, irmão de Vasco da Gama, Trindade foram 37 anos depois doados a um Cavalheiro da Casa Real Portuguesa, por D. João III.
Essa dominação portuguesa, efetivada só no papel, durou até 1700, quando o célebre navegador e astrônomo inglês Edmund Halley, (que deu nome ao famoso cometa), fez içar a bandeira da Inglaterra naquele penhasco abandonado. Depois da visita de Halley, a ilha foi freqüentada por navegantes, exploradores, naturalistas, aventureiros de todas as nacionalidades, e por quase um século seria utilizada como ponto de apoio aos traficantes escravistas e piratas ingleses. Com tantos e tão variados ocupantes, natural que corresse a lenda do famoso tesouro enterrado na ilha, o que ensejou a organização de 13 diferentes expedições, realizadas por aventureiros de todo o mundo. O segredo do tesouro, que até hoje evoca um punhado de lendas, tem para alguns contornos de verdade, o que só faz aumentar o fascínio que a ilha exerce sobre o visitante.
Reconhecendo o valor estratégico de Trindade, os ingleses fizeram uma nova tentativa de ocupação, nos fins do século passado, enviando o comandante inglês Francis Foley. Esse fato assustou diretamente os governantes brasileiros, que imediatamente se apressaram em mandar uma missão brasileira, assinalar a ilha com um marco de granito, atestando a soberania do país sobre esta ilha, dois anos depois da ocupação inglesa. Definitivamente brasileira, infelizmente, o primeiro serviço que a ilha prestou à Nação foi, lamentavelmente, pouco honroso. De 1924 a 1926, contrastando com a visão paradisíaca. Trindade serviu como presídio para revolucionários políticos, entre eles Juarez Távora, Eduardo Gomes, e tenente Magessi e muitos outros.
Incorporada ao Município de Vitória em 53, somente quatro anos depois ela foi definitivamente ocupada, com a criação do Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade, sob responsabilidade do Ministério da Marinha. Além de manter a ilha ocupada, a criação desse posto possibilita o conhecimento da ilha em detalhes (um valioso ponto estratégico na guerra e na paz), realiza importantes observações meteorológicas e maregráficas, que compõem os boletins de previsão de tempo em nível internacional.
A partir das informações de Trindade, é possível prever o tempo no litoral sul, com uma antecedência de aproximadamente cinco dias.
Estando a preservação de Trindade e do arquipélago Martin Vaz incluída no Plano Diretor Urbano da Prefeitura de Vitória, a equipe foi enviada para trazer informações que possibilitassem um maior conhecimento nosso sobre a região. Através de fotografias, filmes em vídeo e slides feitos sobre o relevo, fauna e flora do local, a viagem dos pesquisadores rendeu o material que foi exposto no Espaço Saguão da PMV. Eram 48 fotos coloridas, slides, mapas, documentos e outros dados sobre a referida ilha.
Completando o levantamento fotográfico da ilha, durante a viagem, a equipe coletou amostras da flora, fauna e rochas lá existentes, para o Museu do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, um dos grandes colaboradores da Prefeitura, no sentido de viabilizar esse projeto de pesquisa. Os pesquisadores também registraram observações maregráficas, meteorológicas e fizeram estudos sobre a geologia do local.
FLORA E FAUNA
Percorrendo minuciosamente e catalogando os vários tipos de vegetação encontrados na ilha, os pesquisadores foram surpreendidos pelo maravilhoso espetáculo oferecido por uma floresta de samambaias gigantes, com cerca de 6 m de altura, encontradas nas encostas de Trindade. Segundo o biólogo Vitório Felsky, essas samambaias são fetos arborescentes, um tipo de vegetação considerado por alguns estudiosos como pré-históricos, espécies muito raras, encontradas em algumas ilhas vulcânicas. Exceção feita às samambaias, a flora da ilha é pobre, principalmente devido à ação destruidora de animais, como cabritos, porcos, etc.
Dada as reduzidas dimensões de trindade, à qualidade do solo e à grande distância do continente, a fauna é, segundo o biólogo, bastante reduzida quanto ao número de espécies, exceção feita à fauna marinha. “O rei da ilha é o caranguejo, que não vive só no litoral, mas também na montanha, nos altos picos onde há vegetação da qual ele se alimenta. Esses caranguejos não são ariscos e, durante a noite, é preciso andar com cuidado para não pisoteá-los”.
A prática dos membros da guarnição levar a cada dois meses grandes caixotes, contendo cerca de oito mil caranguejos para o continente, tem sido motivo de preocupação do biólogo, que vê o fato como uma possível ameaça ao equilíbrio ecológico da ilha. Outro objeto de preocupação dos pesquisadores é a ação predatória das tartarugas verdes, animais gigantescos, com aproximadamente 2 metros de comprimentos, por 80 centímetros de largura, que invadem as praias para a desova. “Além do caranguejo, que é o principal responsável pelo ataque aos ovos e às tartarugas recém-nascidas, também o homem da ilha, apesar da proibição oficial, continua recolhendo sistematicamente seus ovos enterrados na areia”, conta o geógrafo Willis. A taxa de sobrevivência é, segundo ele, muito pequena, pois além dos caranguejos, há aves e algumas espécies de peixe que devoram os filhotes, antes que atinjam o mar alto. Os cabritos, levados por Halley no ano de 1700, também constituem outra praga da ilha. Acabaram com a vegetação rasteira e, conseqüentemente, agravaram o processo de erosão do solo. Quando a vegetação rasteira está escassa, os cabritos roem as cascas das árvores, interceptando a passagem da seiva, com sérios prejuízos para a vegetação de maior porte. “Nossa proposta foi à retirada dos cabritos, como também de certo tipo de pássaro introduzido na ilha, bem como certas árvores frutíferas, que modificaram o equilíbrio ecológico da região”.
As aves de Trindade são raras. Em sua maioria são espécies migrantes, já observadas em Abrolhos. Apenas a fragata é uma espécie típica da ilha, mas que não foi vista pelos pesquisadores. Se há poucas espécies de aves, o mesmo não acontece com respeito aos peixes. Com águas muito límpidas, em Trindade se pode ver a âncora do navio numa profundidade de 15 metros, o que equivale dizer que badejos, chicharros, xaréus, linguados, sargos-de-beiço, moréias, cações, bodiões, barracudas, garoupas com mais de 50 quilos, e muitos outros peixes, podem ser vistos através das águas cristalinas, oferecendo inesgotáveis emoções ao pescador. Os cangúlos pretos, chamados de “Me-pegue-por-favor” ou “Pufa” como é designado pelos marinheiros, facilmente capturáveis, são encontrados ao redor de toda a ilha, em grandes cardumes.
Para os apreciadores do mergulho, o espetáculo dos peixes é ainda mais fascinante. O fundo é de corais e rochas, com enorme quantidade de algas e milhares de peixes, que nadam em torno do pescador, alguns brincando de ciranda. Não existe nada igual, nem em no arquipélago de Abrolhos, na costa da Bahia. A pesca é a grande distração dos homens da Marinha, que ocupam as horas ociosas do dia capturando os mais variados tipos de peixe.

SOLIDÃO
Desde o momento em que o navio rumou sua proa em direção à Trindade, a paisagem exerceu um fascínio sobre os pesquisadores e, durante todo o dia, era difícil ter uma idéia do aspecto trágico que toma a paisagem, quando a noite vem chegando. As sombras projetadas pelas formações rochosas, à ausência da das construções dão à ilha um clima tétrico e solitário. A solidão é o maior desafio que o morador encontra pela frente e o anoitecer é o momento crítico da falta da família e dos amigos, a consciência de que se está só, até a vinda do próximo navio. Se houver um acidente ou uma doença grave, não há como chegar socorro imediato.
Felizmente esses fatos não ocorreram ainda. Ficam como uma ameaça que está em cada mente. No cemitério local há 15 cruzes, mas com apenas um corpo humano enterrado, pertencente a um marinheiro que caiu de um desfiladeiro, com morte imediata. As outras 14 indicam sepultamentos simbólicos de militares que desapareceram no mar, possivelmente devorados pelas barracudas e tubarões, que são abundantes na região.
Mesmo assim, pelas denominações que os membros da guarnição dão aos vários locais da ilha, como “horta esperança”, para alguns canteiros que são cultivados e nunca florescem por causa do vento, “Só Papo”, para a academia de ginástica, “Avenida Chora na Rampa”, para a íngreme via de acesso à ilha, e outros, se pode notar que, apesar dos perigos, da solidão, da angústia do isolamento, da completa ausência do sexo feminino, os marinheiros conseguem manter o bom humor e criar, cada um a seu modo, uma vida quando nada suportável. Muitos até gostam de viver lá e são sempre candidatos aos próximos embarques. “Atraídos pelo local ou pelo soldo reforçado, há alguns com recordes de até 12 temporadas na ilha”.
Com as fotos, amostras e informações trazidas, a equipe divulgou para todo o Brasil a realidade desta Ilha, genuinamente capixaba. Mas os pesquisadores não pensaram em parar nesse documentário. O que realmente pretendiam era sensibilizar as autoridades para a ocupação efetiva do município, inviabilizando projetos militares, como o projeto de construção do governo militar, de construção de base aeronaval, objeto de debates em 1981 e 1982. Para essa ocupação os pesquisadores apresentaram proposta, como a criação do II Parque Nacional Marinho Brasileiro, compreendendo a Ilha de trindade e o arquipélago Martin Vaz, e a realização de um convênio entre a PMV e a Universidade, de modo a incentivar as pesquisas na área, por professores de Biologia, Geociências e afins, que poderiam trazer maiores informações para o projeto de preservação de Trindade. Mas só realizou-se a Criação da Reserva Ecológica Municipal da Ilha de Trindade, pelo município de Vitória, detentora da soberania político administrativo sobre a ilha, pois de acordo com a carta do IBGE, a mesma esta incluída nos domínios administrativos do município de Vitória, motivo de muitas polêmicas com o Ministério da Marinha e a Nuclebrás.
A criação de um parque marinho, não era idéia nova, pois em 1957 a Fundação Brasileira de Conservação à Natureza já havia sugerido a transformação da ilha em reserva biológica, mas o assunto não caminhou. Vamos agora enfatizar a necessidade da criação do Parque, semelhante ao de Abrolhos.
A ilha de Trindade precisa ser preservada para as futuras gerações possam estudar aquela rara região da terra.
A nossa idéia do conseguir que o município transforme-se Trindade numa área de preservação permanente, em nível municipal que foi o primeiro passo para que a medida se estenda até a área federal, através da criação do II Parque, a única forma definitiva de livrar a ilha das ameaças contra seu equilíbrio ecológico.
Escrevei um livro sobre a Ilha, com patrocinio cultural da “Lei Rubem Braga”, uma lei dio municiípio de Vitória de incentivo a cultura. O lançamento do livro se dara em março de 2011, e tera o seguinte título: A FANTASTICA ILHA DA TRINDADE – A verdadeira história do descobrimento aos dias atuais (1502-2010)
Willis de Faria (escritor-historiador-geografo)

Zeca Ribeiro - novembro 27, 2010

Caro Willis, obrigado pelos comentários.

27. Zeca Ribeiro - janeiro 14, 2011

Desculpe, mas essa ilha não é a ilha que vc está pensando… Não é uma ilha aberta a visitação.

28. Márlon Pella - janeiro 24, 2011

Olá,

Tenho profundo interesse em conhecer este arquipélago pertencente a Vitória-ES. Tenho visto muitas fotos e passei de veleiro próximo, mas não avistamos… Infelizmente… Pergunto ao senhores: Qual o possibilidade de fazer parte de uma possível expedição a estas ilha? Desde já a todos meu agradecimento.

Bons ventos,
Márlon Pella

29. José Pereira - maio 24, 2011

Li com satisfação os comentários dos felizardos que serviram no POIT. Também estive lá e por 7 ve-zes. A primeira em dezembro de 1961. Ainda guardo
na lembrança muitos momentos de satisfação que tive
na misteriosa e poética Ilha da Trindade. Recente-
mente lí o livro AS FÊMEAS DA ILHA DA TRINDADE do
nosso escritor MOACIR C. LOPES.Muito divertido e
bastante interessante.


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